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Canvas do Agente · Framework Móri de Design de Agentes (v2)
Antes de começar

Projete o seu agente no papel, antes do clique.

Este canvas guia você pelos 6 passos do Framework Móri (mais a pergunta de fechamento). Preencha com calma: o rascunho fica salvo neste navegador, e ao final você baixa o PDF do seu projeto. Implementar é fácil. O projeto é seu.

Dê um apelido de trabalho. Pode mudar depois.
Passo 1 de 6

Objetivo e critérios de sucesso

A frase que define o que o agente faz e a régua que dirá se ele cumpriu. Teste-a sempre com a pergunta-ácida: “se me entregassem esse agente pronto hoje, como eu saberia que funcionou?”

Uma frase sobre o problema real, sem mencionar o agente. Se você não consegue nomear a dor, ainda não é hora de projetar.
Exemplo · Monitor de Ritmo
A equipe gasta horas por semana conferindo o LMS um a um e manda mensagens genéricas e atrasadas para quem está fora do ritmo.
Verbo de ação + recorte pequeno. Se o objetivo tem três verbos, provavelmente você tem três agentes.
Exemplo
Identificar semanalmente os participantes fora do ritmo e propor mensagens de retomada personalizadas para aprovação do gestor.
Tempo economizado, itens tratados, custo por execução…
O nosso favorito: a taxa de saídas aprovadas sem edição humana. Ela mede se o agente faz BEM, não só se faz.
Cuidado com o objetivo-oceano. “Melhorar o engajamento” é a dor, não o objetivo. O objetivo é a tarefa específica e verificável que ataca essa dor.
Passo 2 de 6

Gatilhos e recorrência

O gatilho é o evento que acorda o agente; a recorrência é o ritmo. O valor do agente está na repetição.

Escolha o tipo e descreva o evento com precisão: não é “quando tiver atividade nova”, é “quando surgir uma linha nova na planilha X”.
Com que frequência isso acontece? Se a resposta for “uma vez só”, talvez você precise de uma boa conversa com o ChatGPT, não de um agente. Sem problema nenhum, mas muda todo o desenho.
Dica prática: projete sempre um segundo gatilho manual, “sob demanda”, só para testes. Você vai usá-lo dezenas de vezes durante a construção.
Passo 3 de 6

Entradas e conhecimento

Os materiais sobre os quais o agente se debruça, e onde mora o conhecimento dele: no prompt, em anexos ou numa base de referência (RAG).

O que muda a cada execução (planilhas, formulários, e-mails). Pergunta honesta: esse dado existe de fato, e quem dá o acesso?
Regras, rubricas e referências que o agente consulta sempre. Para cada item, marque onde ele mora.
Se você já faz essa tarefa manualmente, seus melhores exemplos calibram o agente no SEU padrão de qualidade.
Não suba o documento gigante no prompt. A BNCC inteira como anexo consome os tokens em três interações. Se o conhecimento é grande, marque “base de referência” e resolva na aula de memória.
Passo 4 de 6

Lógica de decisão

O passo a passo interno, no nível de detalhe “for dummies”: já mandamos um agente ABRIR um documento e ele ficava parado, porque abrir não é ler. Marque cada passo como determinístico, decisão SE/ENTÃO ou generativo (IA).

Cuidado com a palavra-valise. “Mande mensagem para quem precisar”: quem define “precisar”? Escrito assim, é a IA quem define, sozinha. Toda palavra vaga é uma decisão que você delegou sem perceber. E se o fluxo passar de 8 a 10 passos, decomponha em dois agentes.
Passo 5 de 6

Entregas e ferramentas

O que o agente põe no mundo (o quê + onde + formato) e o acesso que cada entrega exige. Regra de tranquilidade: conceda sempre o mínimo (só leitura quando basta ler, uma pasta específica, uma conta de teste).

O que o agente precisa apenas consultar, sem escrever.
“Mandar o feedback para o aluno” não é especificação, é intenção. Por onde? Em que formato? Com que tom? Toda entrega precisa dos três elementos.
Passo 6 de 6 · o passo que só um educador preenche bem

Pessoas e salvaguardas

Quem é tocado pelo agente, o que exige aprovação humana e o que ele nunca faz sozinho. Pergunta-guia: quem NÃO pode ser surpreendido por esse agente?

Quem recebe algo, quem é citado nos dados, quem assina pelas decisões.
Para cada ação que toca uma pessoa: a pergunta que destrava a coluna de risco é “qual é a PIOR versão dessa ação que o agente poderia executar?”
Que dados pessoais são realmente necessários? Há consentimento? Dá para anonimizar antes de subir? Por quanto tempo os registros ficam guardados?
Calibre, não sacralize. Aprovação humana em tudo mata o ganho do agente; em nada, mata a segurança. O humano no circuito não está lá porque a IA é ruim: está lá porque certas decisões pertencem a pessoas.
Fechamento

Como vou saber que funcionou?

O último campo fecha o ciclo que o passo 1 abriu. Quem sabe como será medido projeta diferente.

Checklist final

Confira antes de gerar o PDF. O advogado do diabo vale ouro: cole o seu canvas numa IA e peça “me dê 3 furos desta lógica”.

Revisão

O seu canvas, inteiro.

Revise abaixo. Campos em vermelho ficaram vazios: volte pelo trilho ao passo correspondente se quiser completá-los. Quando estiver pronto, envie e baixe o PDF.

Ao enviar, o seu canvas fica registrado com a equipe do curso para o feedback individual. O PDF é seu.